quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Walking Dead está de volta!



Finalmente a segunda temporada da melhor série do ano passado começou, e com gás total. Rick Grimes, o melhor homem da lei desde de Jack Bauer.

Foi a coisa mais divertida que eu ví em muito tempo e em vários momentos parecia que eu estava assistindo Lost de novo. A galera andando perdida no mato, alguém rastreando pegadas, casinhas misteriosas no meio do nada, um povo maltrapilho que a gente só vê as pernas passando enquanto os protagonistas estão escondidos, um animal misterioso que leva um personagem a um perigo mortal, uma personagem desaparecida cujo o destino é um mistério... LOST PURO.

Claro que nem tudo foi perfeito. Esse episódio teve alguns absurdos de coerência que incomodaram um pouquinho. Tipo o Dale, que estava de plantão em cima do trailer olhando a estrada com o binóculo, aí ele só vê que os errantes estavam chegando quando eles estavam, tipo, a três metros de distância.

Aí eles todos se escondem de baixo dos carros. Cena muito boa, angustiante e tudo o mais, mas eles não tinham dito da primeira temporada que os errantes sentem o cheiro de gente "viva"? Porque eles não sentiram o cheiro deles de baixo dos carros?

Agora o melhor de tudo: Finalmente os canais pagos estão ficando esperto e lançando as séries aqui com intervalos cada vez menores em relação a exibição nos EUA. Com uma diferença de apenas dois dias de diferença dá até preguiça de baixar o episódio, pena que a Fox passa a série dublada.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quem quer saber de vampiros? EU QUERO É ZUMBI!!!!!



Empolgante. Viciante. Sensacional.

Existia apenas uma chance em um milhão de se fazer uma série sobre "Zumbis" realmente boa, e Frank Darabont conseguiu aproveitar esta chance ao adaptar a história da HQ "The Walking Dead" de maneira excepcionalmente boa, boa demais.

Tudo na série foi feito com um capricho impecável (nada que o dinheiro não compre, é claro). Roteiro, elenco, efeitos especiais, maquiagem, edição, trilha sonora... tudo é tão bem feito que os poucos seis episódios da primeira temporada parecem filmes, e filmes dos bons.

A história começa quando o policial Rick Grimes é baleado durante uma perseguição e entra em coma. Ele acorda depois de um tempo em um hospital completamente destruido e com corpos por todos os lados. A cidade está completamente vazia, e ao pegar uma bicicleta para tentar chegar em casa e reencontrar sua mulher e seu filho, Rick encontra a simpática moça da foto acima.

Em casa, Rick descobre que sua familia fugiu. Ele então conhece Morgan, que junto com seu filho Duane, estão barricados numa casa próxima e dão abrigo a Rick. Morgan então conta a Rick que, enquanto ele estava em coma, toda a população da cidade foi atacada por "errantes", e que os atacados também voltavam da morte, se tornando "errantes" e, por sua vez, atacando mais pessoas. Rick então começa uma busca desenfreda por sua familia, que está isolada num acampamento longe da cidade junto com vários outros sobreviventos do ataque. Nesse acampamente, sua mulher, Lori, acreditando que o marido está morto, se envolve romanticamente com o Shane, melhor amigo de Rick.

Apesar dos efeitos especiais da série ser o que mais chama atenção a princípio, não demora muito para se notar que a história se sustenta nos personagens e suas relações. Depois do primeiro episódio o espectador já está completamente envolvido com todos os personagens. Sentimos suas dores e aflições com todas as desgraças que acontecem com eles e torcemos para sua sobrevivência.

Notasse o tempo todo um enorme esforço dos produtores e roteiristas de fazer algo diferente e inovador, (a palavra Zumbi não é dita nenhuma vez pelos persogens, que se referem aos mortos-vivos como Errantes) e o resultado é a melhor surpresa da televisão desde Lost.

Quem conhece um pouco dos trabalhos anteriores de Frank Darabont não chega a se surpreender tanto com a qualidade de The Walking Dead. Ele é o responsável pelas três melhores adaptações de obras de Stephen King. Os filmaços Um Sonho de Liberdade, A Espera de um Milagre e O Nevoeiro foram dirigidos por ele e boa parte do elenco da série já havia trabalhado com ele nesses filmes, talvez por isso o elenco inteiro esteja tão entrosado e com atuações impecáveis.

Não se surpreenda se você assistir aos seis episódios em uma tacada só. Cada episódio termina de modo que você não consegue esperar pra saber o que acontece no próximo.